Mensagem do Presidente

Mandam as regras, que por esta altura do ano, se apresentem contas dos diversos trabalhos programados para o ano que há cerca de dois meses acabou.

É aquilo a que se chama o balanço, ou seja, é o momento em que paramos e olhamos para trás, com o intuito de verificar o que conseguimos realizar, procurando os desvios e tentando encontrar explicações para eles. Quando falo em desvios, falo com a consciência que todos temos de que, um plano de ação e um orçamento apresentados no final de 2016, constituem um conjunto de intenções e uma previsão de receitas e de gastos, que, sendo elaborados com todo o cuidado poderão apresentar em algumas rubricas os tais desvios que mais não são que a adequação a realidades que vão surgindo no dia a dia, e não são, de todo, previsíveis. Lembrar aqui, porque vem a propósito, que a sustentabilidade da instituição só é possível se os sócios e representantes legais significativos cumprirem atempadamente com os seus compromissos.

Tivemos um ano “denso” com situações de difícil resolução, podendo aqui enunciar o conhecimento das decisões judiciais que estavam pendentes e cujos julgamentos decorreram durante o ano, com todos os incómodos e situações de desgaste que as constantes correrias para os tribunais acabam por trazer.

Durante o ano, levámos a cabo as mais diversas ações de formação, quer internas quer externas, no sentido de dotar os nossos colaboradores das ferramentas mais adequadas para trabalharem e superarem as dificuldades com que se deparam no dia a dia.

Mantivemos durante o ano de 2017 parcerias com instituições afins tais como a APPDA NORTE e a CERCIGAIA, levando a cabo reuniões regulares e ações conjuntas. O mesmo aconteceu com a Câmara de Gaia, tendo mantido e até reforçado a parceria no Gaia@prende+i, bem como a assinatura de um protocolo para ajudar na aquisição de uma viatura de transporte no valor de 15 000€.
Ainda com a Câmara de Gaia, conseguimos que nos elaborassem o projeto de arquitetura para o restauro do pavilhão da Rasa (finalmente concluído e despachado) e o projeto para o espaço lúdico-pedagógico no Centro Madre de Deus com o qual concorremos a uma comparticipação do Gaia+inclusiva.
Projetos como o aumento de capacidade de lar, criação de um CAO III em Madre de Deus, serviço de apoio domiciliário e criação de uma residência autónoma no Centro da Rasa continuam nos nossos horizontes, tendo contudo a noção que todo o trabalho que possamos avançar só poderá ser posto no terreno por quem nos suceder.

Com tudo o que foi escrito, e estou certo que me esqueci de alguma coisa, a Direção com o apoio e a colaboração inestimável das diversas equipas técnicas, tudo fez para levar a bom porto a nau que em 2015 lhe foi confiada.

Uma palavra final para os trabalhadores que diariamente cumprem escrupulosamente as suas funções cuidando e respeitando os utentes que acompanham.

Joaquim Queirós - Presidente da Direção (março 2018)

Relatório e Contas 2017